Mudança de Casa - @wandypoeta


Olá amigos e amigas que há anos nossa poesia nos uniu.
Após vários anos utilizando esse blog, passarei a utilizar o Instagram como ferramenta de divulgação dos meus poemas.
Vou declamar meus poemas e postar os videos.
A todos que me acompanham nesse blog, peço que continuem me acompanhando, agora em uma casa nova.
O endereço é @wandypoeta

Espero vocês!

ELA

(por Wanderley Luis)
(Foto: Fefah Costa)




Ela sempre está presente.
Mas só nas noites consigo vê-la 
Só nas noites posso senti-la 
Só nas noites lhe faço companhia 

Ela sempre está presente
Na rotina, na loucura.
Nas ruas obscuras.
Na vida quase nunca
Pura

Nos becos
Nos seios
Na luta!

Na minha insana postura
Na minha armadilha noturna
Na minha própria procura.

Presa entre o universo e a gente
Escondida no cimento atraente
Não posso me esquecer:
Ela sempre está presente.

Me vigia?
Me guia?
Ou apenas me encanta
Como armadilha?

Correr não posso
Sumir tampouco
Ainda que seja um mistério
E mesmo que eu esteja imerso
Sempre que ela me salta aos olhos
Sinto que é por ela
Que choro.

La Vie






A vida é uma merda!

Mas a gente tenta se conformar...

Estamos cegos para o óbvio.

Vendemos facilmente nossos valores, se desvalorizaram.

Ou será que somos nós?



A vida é uma droga!

Nos matamos tentando viver.

Crescemos para desaprender.

A cura de todos os dias, 

Nos adoece ainda mais... 



A vida é um caos constante!

Buscamos equilíbrio atrás de máscaras,

Que ferem somente a nós...

Ninguém precisa saber, 

Mas esquecemos quem somos.

Nos perdemos.



A vida perdeu o juízo.

Nosso pesadelo vira realidade.

O sangue nas ruas, resultado de total brutalidade,

É visto como entretenimento, 

Aos olhos de quem pouco se importa com os rumos da sociedade.

Sobreviver é um ato de bravura, um ato de coragem.

Porque não dizer, um ato de loucura...



A vida, sei lá o que é a vida.




By Wanderley Luis e Kellen Passos

A GENTE




Tem gente que vale o mundo! Tem gente que nada vale.
Que tipo de gente a gente é?
Que tipo de gente quer estar com a gente?
Em quem confiar? Quem evitar?
A gente não sabe cuidar da gente,
Nem por isso, se deixe pra outro cuidar.
Quem sabe da gente, é a gente.
O que escolher viver, o que escolher apagar.
E no meio de tanta gente, pra onde vai aquela gente?
Que estava ao seu lado, dizendo que ia te ajudar?
E no meio de tanta gente, surpresa!
Apareceu aquela gente, que você pensou que nunca poderia contar...
A gente se surpreende com a gente...
Tem gente que encanta,
Tem gente que decepciona.
Que tipo de gente, a gente é?
Ser de um jeito pra um, e de outro jeito pra outro, vale?
Que tipo de gente, a gente não pode ser?
É muita gente, sem a gente...

Na vida, o olhar!




Várias fontes, vários mundos, 
Não há nada mais profundo, 
Que olhar pro horizonte, 
Respirar com toda a calma, 
Vivenciando o tudo e o nada...

E o que dizer mais do que isso
Se tudo esta definido
O tudo já se vivencia
E o nada espera-se vivenciar!

Na magia dos sonhos,
Na dureza da realidade,
A vida nunca passa intacta.
Aí está a felicidade.
Não se cresce de uma só vez, 
Não se sonha apenas na madrugada...

Porque, sonhar é uma arte
Assim como é arte, viver.
Onde pincéis se entrelaçam
E desenham e pintam 
Uma vida, vivida
Nem sempre colorida!

by W. Luís e S.A.


Janela



Olhei pela janela e vi um homem egoísta e invejoso. 

Vi um homem cheio de amargura, tristeza e ódio! 

Pela janela vi esse homem desejando a morte. 

Vi ele chorar e reclamar por sofrer tanto. 


Pela janela vi o homem brigar com inocentes. 

Mas também vi pessoas brigarem injustamente com ele. 

Pela janela vi o homem querendo desaparecer! 

Vi ele querendo se matar! 


Agora, da janela, vejo esse homem lamentar a falta de sorte. 

Vejo-o caindo, chorando, pedindo ajuda! 

Da janela vejo pessoas sem vontade de ajudar esse homem. 


Da janela consigo ver até a alma desse homem, 

Se bem que, olhando melhor, percebo que não estou olhando pela janela, 

Estou em frente a um espelho.

Poeminha Amoroso




Este é um poema de amor 
tão meigo, tão terno, tão teu... 
É uma oferenda aos teus momentos 
de luta e de brisa e de céu... 
E eu, 
quero te servir a poesia 
numa concha azul do mar 
ou numa cesta de flores do campo. 
Talvez tu possas entender o meu amor. 
Mas se isso não acontecer, 
não importa. 
Já está declarado e estampado 
nas linhas e entrelinhas 
deste pequeno poema, 
o verso; 
o tão famoso e inesperado verso que 
te deixará pasmo, surpreso, perplexo... 
eu te amo, perdoa-me, eu te amo... 


 Cora Coralina

A Razão da Tristeza





-Só é triste quem não tem razão.
-Faça o que a consciência manda, ela é limpa e avisa as coisas erradas, acusa.
-Não se faça de vitima pela consequência das coisas que te acontece.
- Lute para ter as coisas que você almeja.
-Nada é impossível quando se tem um objetivo. A força está na perseverança.
-A razão, a consciência, objetivo e perseverança são frutos de algumas pessoas que as plantam.
Não somos os ‘bons’
Somos unidos e trabalhadores!




(Originalmente escrito em um pedaço de madeira, 
em 11/11/1998, pelo marceneiro João Braz, homenageando seus irmãos, 
em especial à VALÉRIA MASSON que fazia aniversário na data)

Esperemos




Há outros dias que não têm chegado ainda,
que estão fazendo-se
como o pão ou as cadeiras ou o produto
das farmácias ou das oficinas
- há fábricas de dias que virão -
existem artesãos da alma
que levantam e pesam e preparam
certos dias amargos ou preciosos
que de repente chegam à porta
para premiar-nos
com uma laranja
ou assassinar-nos de imediato. 



-Pablo Neruda-

O Teu Riso



Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.



Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.



A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.



Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.



À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.



Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te desta grosseira
rapariga que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.”


Pablo Neruda

TEATRO DO SESI MARÍLIA APRESENTA A PEÇA O HOMEM QUE AMAVA AS CAIXAS



O Teatro do SESI Marília apresenta gratuitamente no dia 09 de junho, às 16h, a peça "O homem que amava caixas". A montagem, produzida por Artesanal Cia. de Teatro, é uma das 14 selecionadas para compor a primeira temporada do Viagem Teatral 2012.

Em um cenário composto de caixas - que se transformam em casa, montanha, castelo e aviões a partir da manipulação direta - os atores contracenam com objetos e bonecos.

Embalada por uma trilha original, especialmente composta para a peça e cantada ao vivo pelo atores, o espetáculo surge das imagens construídas pelo jogo cênico. O aspecto lúdico das imagens propõe alcançar a “poesia visual” do livro de King.

A peça é adaptada do livro infantil The man Who Loved boxes, do escritor australiano Stephen Michael King, que após perder a audição aos 8 anos descobriu nas palavras e nos desenhos um modo de se comunicar com o mundo a sua volta.







SERVIÇO
Viagem Teatral 2012 – 1ª temporada
Espetáculo: O homem que amava caixas
Local: Teatro do SESI Marília - Av. João Ramalho, 1.306, Jd. Conquista
Data e horário: sábado (09), às 16h
Capacidade: 130 lugares
Gênero: teatro de bonecos e formas animadas
Duração: 45 minutos
Recomendação etária: Livre para todos os públicos
Informações: (14) 3417-4500
Entrada Franca – os ingressos serão distribuídos com 1 hora de antecedência do início da apresentação

O Carteiro e o Poeta - parte 1

Por razões políticas o poeta Pablo Neruda se exila em uma ilha na Itália. Lá, um desempregado quase analfabeto é contratado como "carteiro" extra, encarregado de cuidar da correspondência do poeta. Gradativamente se forma uma sólida amizade entre os dois.



Informação:
O ator e roteirista Massimo Troisi adiou uma cirurgia cardíaca para poder completar o filme. No dia seguinte ao término das filmagens, ele sofreu um ataque cardíaco fatal.

Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!

(Fernando Pessoa)

VIRADA CULTURAL PAULISTA 2012


Marília receberá a Virada Cultural Paulista 2012, nos dias 19 e 20 de Maio.  Lobão, Fernanda Abreu, Miranda Kassim e a cantora de MPB Karina Buhr, são os destaques da programação! 



Confira a programação completa:


Palco Externo (Praça Mário Consentino - Avenida Sampaio Vidal, s/n)

18h30: DJ Konrad - Música
19h30: Brasov - Música
20h30: Família Burg - Intervenção circense
21h: Banda Nahua - Música
20h30: Família Burg - Intervenção circense
22h30: Leela - Música
20h30: Família Burg - Intervenção circense
0h: Lobão - Música
1h30: DJ Konrad - Música
15h: Poderoso Chefão - Música
16h: Duo Morales (Dois na roda intervenção) - Performance
16h30: Karina Buhr - Música
17h30: Duo Morales (Dois na roda intervenção) - Performance
18h: Fernanda Abreu - Música

Palco Interno (Auditório Professor Octavio Lignelli - Avenida Sampaio Vidal, 245)

18h30: Cia Flutuante (O japão está aqui?) - Dança
19h30: Cia Quase Cinema (Sombras na Arquitetura) - Intervenção
20h30: Sara Antunes (Negrinha) - Teatro
21h30: Cia Quase Cinema (Sombras na Arquitetura) - Intervenção
22h30: Badi Assad - Música
23h30: Cia Quase Cinema (Sombras na Arquitetura) - Intervenção
0h30: Edvaldo Santana - Música
2h: Cia Quase Cinema (Sombras na Arquitetura) - Intervenção
2h30: Pop rock besta pra dedéu – Stand-up Comedy
10h30: Ana Paula Dias e Gabriela Germano (Os Contos
De Beatrix Blum) - Teatro Infantil
13h: Carola Costa (Grandes Cidadões) - Intervenção Circense
13h30: Cia Repentistas do Corpo - (De tudo um pouco) -Dança
14h30: Carola Costa (Grandes Cidadões) - Intervenção Circense
15h: Ceumar trio - Música
16h: Carola Costa (Grandes Cidadões) - Intervenção Circense
16h30: Miranda Kassin e os No no no's - Música

O Amor



O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…




Fernando Pessoa

Ausência


Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.



(Carlos Drummond de Andrade)

De Longe...




De longe
observo, amo,
desejo
de longe.

De longe
em minha mente
seu corpo,
sua afeição
me pertencem.

De longe
eu vejo
o silencio reina
em sua alma
no ambiente
em mim
tudo em movimento.

De longe 
cada suspiro,
cada piscar,
cada movimento 
de longe eu vejo.

De longe 
é meu,
de longe 
tenho,
de longe
não pode fugir.

De longe
eu desejo,
de longe
eu observo,
de longe 
eu amo. 


--Mariana Antunes Leão--